domingo, 19 de agosto de 2012

Porque gosto de belas imagens

...e porque a beleza da vida está na simplicidade do que é mais absoluto. Sem complicar. É esse sentido que permanece na Arrifana. Desde 1998.

sábado, 18 de agosto de 2012

Vamos lá.

...e foi assim...

Balloon Chain - SW' 12

O céu que se anima por correntes de luz que cedem ao vento que faz a noite ondular, na presença redonda da lua.

Arrifanando

A noite e o dia (tal como) são! São em conjunto, o anoitecer pertence ao dia que já foi, porque, simplesmente, aqui o tempo passa devagar e permanece. O dia é, é longamente e projecta-se para lá do momento em que se extingue, e renova-se a partir das horas que lhe sucedem numa noite que demora a ser. A noite não quebra o ritmo dos dias, mas transporta até um novo dia que se sente a ser sem a pressa dos ritmos estranhos ao local. Aqui o tempo é outro. Aqui o tempo não conhece rotinas e agitação. Aqui o tempo é meu. Aqui.
 

Inscrições Vicentinas

Registos solares

Para lá das estradas de sobreiros e da paisagem que se ondula à passagem do olhar antes de tocar a costa, entre a fina areia de cor clara e caminhos que levam até ao mar por entre a fina poeira e o aroma que cobre os montes, entre o peixe na brasa do terraço que se ilumina com o azul intenso na baía e o pão da manhã que desperta com as primeiras impressões da ondulação, entre o primeiro café do dia no mais que provável local do costume e o sol que desiste de dar brilho à tarde e se deita para que o jantar ganhe novas cores, entre sabores do mar e a água salgada que permanece na mais absoluta pureza de cor, cheiro e paladar, entre horizontes vastos e praias que permanecem desocupadas, entre a água que é projectada numa mudança de trajectória e o abandono ao sol, entre flatadas adivinhadas e 2,0m inesperados, entre a onda que permanece na retina e se prolonga na memória e alguns "baldes" vigorosos, entre a beleza do campo que toca a espuma oceânica e o negro do céu coberto de estrelas sem fim, entre palavras que não conhecem pressa e a calma absoluta, entre pessoas e o abandono silencioso à cadência da ondulação, entre a magia do instante em que a prancha é arrancada ao movimento dos braços pelo poder de projecção da onda e a água que passa sobre os pés durante os momentos em que mar parece oferecer-se e se deixa desfrutar, entre noites de havaianas e dias de pé nu, entre o sol que queima e as cores que se intensificam com o desaparecer dos raios de luz, entre a quase suspensão do tempo e a vida mais intensa, é a Sul que todos os anos a alma se renova e os sorrisos renascem de um brilho solar.
iv
 






O dia a deixar de ser em Vale Figueiras









terça-feira, 31 de julho de 2012

Closed

Gone Surfing... see you soon. For sure!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

"Enquanto houver ventos e mares, a gente não vai parar..."

A noite passada, em concerto: Jorge Palma, arrebatadoramente cativante, inexcedível, brutal, gigante, inundando o ar com a insuperável beleza das suas letras e o sensível poder da música que lhe sai da alma.

Porque gosto de publicidade

...e porque é mesmo o Verão que chama. Grita alto pela partida.

Com o ar na cara - momentos Vespa







quarta-feira, 25 de julho de 2012

O som que gira por aqui

Ode Marítima de Álvaro de Campos, por Diogo Infante, esta noite na Quinta das Lágrimas: sublime!



(...) No mar, no mar, no mar, no mar,
Eh! pôr no mar, no vento, às vagas,
A minha vida!
Salgar de espuma arremessada pelos ventos
Meu paladar das grandes viagens.
Fustigar de água chicoteante as carnes da minha aventura,
Repousar de frios oceânicos os ossos da minha existência,
Flagelar, cortar, engelhar de ventos, espumas, de sóis,
Meu ser ciclónico e oceânico. (...)

Álvaro de Campos

terça-feira, 24 de julho de 2012

Porque gosto de publicidade

"It might be our network but it's your playground"... It's really my playground.

A cidade como media

À noite, a praia também vive

Entre a cidade e o inesperado

A cidade é um cenário inesperado. A vida, um contexto não antecipável. As pessoas, imprevisíveis. O acaso habita por todas as dobras e recantos impercepíveis do tempo que se desenrola com gente por dentro. Por entre todo o improgramável, a poética e a beleza, a mais verdadeira de todas as realidades e a mais essencial que habita a vida, ocupam a cidade à prova de todas forças, contra todas as ameaças, reordenando o mundo com a lógica de não poder ser outra.

Rich Lam, Getty Images, Vancouver, 2011

Retalhos de vida na cidade

Les amoureux de La Bastille, Willy Ronis, 1957.

Com os pés de volta à areia