terça-feira, 28 de agosto de 2012

O céu de impossibilidade

Sob o céu e longe da lua, as cores de final de tarde vestem-se de impossibildade cromática. Única.

Dias de Verão

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Debaixo do sol, a vida

Figueira, há um par de momentos atrás.



Digo para ver e muito mais

Digo:
"Lisboa"
(...)
Digo o nome da cidade
- Digo para ver

Lisboa, Sophia de Mello Breyner Adresen








Mais do que o encontro da terra com o mar

" 'De manhã, enquanto o João desenhava a praia da Arrifana - uma ampla cave talhada na rocha negra, que protege do vento, e onde por vezes surge a esteva verde -, eu lia as Prosas Apátridas de Júlio Ramón Ribeyro e as palavras ecoavam no que estava à nossa frente. Neste livro magnífico, o escritor peruano escreve que 'quando bebemos mudamos simplesmente de lente e recebemos do mundo uma imagem que tem, em todo o caso, a vantagem de ser distinta do real. Nesse sentido, a embriaguez é um método de conhecimento. A embriaguez moderada, aquela que nos afasta de nós mesmos sem nos abandonar'."

in Tanto Mar, Pedro Adão e Silva.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Revisitando Tomas

(...) A vida humana só acontece uma vez e nunca podemos verificar qual era a boa e qual era a má decisão porque, em toda e qualquer situação, só podemos decidir uma vez. Não nos é concedida nem uma segunda, nem uma terceira, nem uma quarta vida para podermos comparar as diversas decisões.

 in A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera.

domingo, 19 de agosto de 2012

De volta à rua...

...com o ar na cara.

Back in town

...mais uma noite de "Jazz ao Quebra". Brilhante.

Porque gosto de belas imagens

...e porque a beleza da vida está na simplicidade do que é mais absoluto. Sem complicar. É esse sentido que permanece na Arrifana. Desde 1998.

sábado, 18 de agosto de 2012

Vamos lá.

...e foi assim...

Balloon Chain - SW' 12

O céu que se anima por correntes de luz que cedem ao vento que faz a noite ondular, na presença redonda da lua.

Arrifanando

A noite e o dia (tal como) são! São em conjunto, o anoitecer pertence ao dia que já foi, porque, simplesmente, aqui o tempo passa devagar e permanece. O dia é, é longamente e projecta-se para lá do momento em que se extingue, e renova-se a partir das horas que lhe sucedem numa noite que demora a ser. A noite não quebra o ritmo dos dias, mas transporta até um novo dia que se sente a ser sem a pressa dos ritmos estranhos ao local. Aqui o tempo é outro. Aqui o tempo não conhece rotinas e agitação. Aqui o tempo é meu. Aqui.
 

Inscrições Vicentinas

Registos solares

Para lá das estradas de sobreiros e da paisagem que se ondula à passagem do olhar antes de tocar a costa, entre a fina areia de cor clara e caminhos que levam até ao mar por entre a fina poeira e o aroma que cobre os montes, entre o peixe na brasa do terraço que se ilumina com o azul intenso na baía e o pão da manhã que desperta com as primeiras impressões da ondulação, entre o primeiro café do dia no mais que provável local do costume e o sol que desiste de dar brilho à tarde e se deita para que o jantar ganhe novas cores, entre sabores do mar e a água salgada que permanece na mais absoluta pureza de cor, cheiro e paladar, entre horizontes vastos e praias que permanecem desocupadas, entre a água que é projectada numa mudança de trajectória e o abandono ao sol, entre flatadas adivinhadas e 2,0m inesperados, entre a onda que permanece na retina e se prolonga na memória e alguns "baldes" vigorosos, entre a beleza do campo que toca a espuma oceânica e o negro do céu coberto de estrelas sem fim, entre palavras que não conhecem pressa e a calma absoluta, entre pessoas e o abandono silencioso à cadência da ondulação, entre a magia do instante em que a prancha é arrancada ao movimento dos braços pelo poder de projecção da onda e a água que passa sobre os pés durante os momentos em que mar parece oferecer-se e se deixa desfrutar, entre noites de havaianas e dias de pé nu, entre o sol que queima e as cores que se intensificam com o desaparecer dos raios de luz, entre a quase suspensão do tempo e a vida mais intensa, é a Sul que todos os anos a alma se renova e os sorrisos renascem de um brilho solar.
iv
 






O dia a deixar de ser em Vale Figueiras









terça-feira, 31 de julho de 2012

Closed

Gone Surfing... see you soon. For sure!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

"Enquanto houver ventos e mares, a gente não vai parar..."

A noite passada, em concerto: Jorge Palma, arrebatadoramente cativante, inexcedível, brutal, gigante, inundando o ar com a insuperável beleza das suas letras e o sensível poder da música que lhe sai da alma.

Porque gosto de publicidade

...e porque é mesmo o Verão que chama. Grita alto pela partida.

Com o ar na cara - momentos Vespa