terça-feira, 18 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Self Portrait
Há muitas coisas que percebo que não sou, mas dizer exactamente o que sou não consigo. Tento, dia a dia, ganhar o título de ser uma pessoa. E já não é pouco.
José Luís Peixoto
José Luís Peixoto
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
...agora.
Há sempre um céu intenso, mesmo quando as estrelas se deslocam para Sul. Que a mais luminosa de todas, a Polar, lhes brilhe no caminho.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Vida urbana
São filhos da cidade. Herdeiros da rua. Miúdos das praças. Da beira-rio. Não no sentido de abandono, que não mostram sinais de vidas erráticas. A cidade, sim, é o o seu espaço de convívio e usam-na intensamente, com a alegria das amizades que se constróem nas cumplicidades mais intensas, nas aventuras mais ousadas.
Na rua se cruzam e ligam, se desafiam e aplaudem. Na rua se fazem homens, com a riqueza e a espessura que o quotidiano urbano oferece. Na rua escapam ao calor de tardes de sol. Na rua descobrem o prazer dos banhos no rio. Na ponte encontram o estímulo para quebrar medos, para se superar e mostrar a quem passa que a coragem está do lado deles. Fazem-no com mestria e uma dignidade que impressiona os estranhos, até porque alguns deles contrastam com a dimensão da enorme valentia com que exibem a audácia. Um pouco de vaidade, é verdade, que merecem na totalidade e lhes assenta com propriedade.
Alguns de nós desejariam estar na sua pele, mas recusam desafiar-se. Excepção a poucos turistas de pasagem pelo Porto, que, contudo, só acentuam a fidalguia desses miúdos que fazem os 14 metros que distanciam a ponte Luiz I do rio Douro parecer pequenos. De pouca importância.
Na rua se cruzam e ligam, se desafiam e aplaudem. Na rua se fazem homens, com a riqueza e a espessura que o quotidiano urbano oferece. Na rua escapam ao calor de tardes de sol. Na rua descobrem o prazer dos banhos no rio. Na ponte encontram o estímulo para quebrar medos, para se superar e mostrar a quem passa que a coragem está do lado deles. Fazem-no com mestria e uma dignidade que impressiona os estranhos, até porque alguns deles contrastam com a dimensão da enorme valentia com que exibem a audácia. Um pouco de vaidade, é verdade, que merecem na totalidade e lhes assenta com propriedade.
Alguns de nós desejariam estar na sua pele, mas recusam desafiar-se. Excepção a poucos turistas de pasagem pelo Porto, que, contudo, só acentuam a fidalguia desses miúdos que fazem os 14 metros que distanciam a ponte Luiz I do rio Douro parecer pequenos. De pouca importância.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Viajar
Deslocação. Percorrer distâncias e tempo. Deixar a origem em repouso.
O maior de todos os destinos será encontrado no interior do mais próximo de todos os lugares: tu mesmo.
sábado, 8 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Quinta do Vallado - o ciclo do vinho
À saída de uma curva, aparece, exposto na paisagem, o conjunto composto pelo lagar e a adega. Pouco revela. As paredes são de xisto, como os patamares que produzem a uva que termina o seu tempo de vida pelo pisar de homens que entoam cantares tradicionais, para que a tradição viva, ou, numa versão menos nostálgica, pelos robots que percorrem as modernas cubas de inox ou de carvalho, mais sintonizadas com a dimensão da produção actual e o ambicioso controlo de qualidade que a condiciona. Mais à frente o hotel. Os materiais são os mesmos e é também o mesmo o cuidado ao tocar a paisagem, com respeito por anos de alteração do território na busca de um equlíbrio sensível entre a natureza, o engenho e o sentido de beleza humanos. A subida da encosta conduz até ao lagar. O pecurso já no interior faz uma viagem pelas diversas etapas do ciclo que apaixona como uma arte, ainda que possua o rigor dos métodos de um cientista. Tudo em volta seduz. A atmosfera, os aromas que se soltam no ar, a temperatura, a humidade, a luz, a expectativa de como será o toque da invisibilidade que envelhece em cascos de carvalho francês. E é ao desvendar esse mistério que termina o percurso interior que se desnrola por escadas que têm tanto de belo como de misterioso. Esse momento final acentua o sentido dos passos percorridos, dos olhares retidos em cada detalhe, da informação saboreada, de cada experiência sensorial. Em cada copo, muito mais do que vinho. É esse o sentido do vinho produzido nas encostas do Douro.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
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