sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Lá fora, na cidade

É o tempo que arrefece. Lá fora, já o conforto da manhã se foi. Onde pára? Para onde se move? Onde encontrá-lo. São dúvidas que as mãos não temem. Continuam. Permanecem. E não por obrigação, que o trabalho não reclama para além do papel que lhe é deixado. A vida não vive no seu espaço e nos seus limites. Não se deixa aprisionar. Vive livre. E livres são as mãos, que se sabem confortáveis. Não pela temperatura, que essa parece querer baixar, mas pelo sol que ainda brilha. E esse sol à solta ainda ilumina a rua, a cidade, os sorrisos, a essência da vida. Ainda vive. Ainda acompanha os passos dos pés que se movem. Mesmo se o frio toca as mãos. Sobretudo, se o frio toca as mãos.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sobre a areia da praia, demoradamente

Que pressa faz sentido ter, quando os pés sentem conforto e pedem para permanecer. Tudo em roda aparenta parecer-se com o que está em redor. A vida tem tempo. Não espera demasiado. A vida é. Acontece. E aqui também. Certamente por aí, o mesmo. Desse lado. Numa outra tela ou diafragma. Numa outra imagem. Permanecer. Vê-se. E azul é a cor. A do mar. Ali ao lado. Perto. Sente-se.

Momentos de evasão em ritmo de Bic


Is it?


Do you?


terça-feira, 16 de outubro de 2012

O estado de ser sob este céu pesado

A 6 de Outubro de 2009, escrevia, citando Henry Miller.
Sem teorizar, era o título do post:
 
 
Alguns pressentem a chuva; outros contentam-se em molhar-se.

...e eu queria simplesmente que este cinzento que abraça todos os tons, neutralizando-os, se abrisse em gargalhadas de cor e sol. Onde anda o estado solar do mundo? 

Aforismos roubados

Arquitetura é música congelada.

Arthur Schopenhauer

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

domingo, 14 de outubro de 2012

sábado, 13 de outubro de 2012

Rip Curl Pro

Um dia de sol em Peniche - a vida em pleno.












sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Migrações e boas vindas

migrar
(latim migro, -are, passar de um lugar para outro)
v. tr. e intr.
1. Deslocar-se para outro lugar, país ou região.
v. tr.
2. [Informática] [Informática] Fazer a transferência de (dados ou informação).


Num tempo em que todos se sentem, Este blog não se sente incomodado. Sente que lhe escapam temas, motivos, frases, músicas, imagens. Mas não faz caso. Vê-os a por aí. Migram para outras paragens. Circulam. Deixam de lhe pertencer, sendo já de outros, que os incorporam ou assumem como seus.
Não reclama. Observa, Pensa. Fica tranquilo. Parece-lhe bem que aquilo que já foi seu passe para outros. Que a partilha se alargue e o universo possa explodir - não numa gargalhada, como esperava Jeremias, o tal, o fora da lei - mas em limites mais vastos. Mesmo que seja apenas o universo reduzido de alguns bits, de alguns sectores do sistema binário, de algumas parcelas de memória RAM, de algumas batidas de teclado, de alguns olhos fixados no ecrã, de algumas ideias que se tornam convergentes, de alguns sorrisos que se abrem com o sentido que encontram no que não era seu e passa a ser. Tudo se passa. Tudo pode ser aqui, mas num outro local também.
Sinto que já nada é meu. E então?! Agrada-me que seja deste modo. Não porque, como refere Ricardo Reis, tudo se passará independentemente do que eu pense sobre o que se passa, mas porque me agrada pensar deste modo sobre o que se passa. Passa-se assim e eu gosto. Gosto, porque gosto. Porque me agrada gostar. Porque nada disto é só meu. E o desejo de boas vindas será sempre o acolhimento. Até porque está sol. E a chuva foi-se.

You are welcome!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Aforismos roubados

Noventa por cento do sucesso baseia-se simplesmente em insistir.

Woody Allen.

...simplesmente!


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Porque gosto de publicidade

Viver como na publicidade. Mais do que na publicidade. Entre casas, paredes e ruas. Na cidade. Na vida. Porque a publicidade não é mais do que a própria vida. Com essência e clareza, é de vida que fala. É vida que emerge em cada imagem. Com liberdade.


Cidades


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