...pelos 90 anos.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
domingo, 14 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Migrações e boas vindas
migrar
(latim migro, -are, passar de um lugar para outro)
v. tr. e intr.
1. Deslocar-se para outro lugar, país ou região.
v. tr.
2. [Informática ] [Informática ] Fazer a transferência de (dados ou informação).
Num tempo em que todos se sentem, Este blog não se sente incomodado. Sente que lhe escapam temas, motivos, frases, músicas, imagens. Mas não faz caso. Vê-os a por aí. Migram para outras paragens. Circulam. Deixam de lhe pertencer, sendo já de outros, que os incorporam ou assumem como seus.
Não reclama. Observa, Pensa. Fica tranquilo. Parece-lhe bem que aquilo que já foi seu passe para outros. Que a partilha se alargue e o universo possa explodir - não numa gargalhada, como esperava Jeremias, o tal, o fora da lei - mas em limites mais vastos. Mesmo que seja apenas o universo reduzido de alguns bits, de alguns sectores do sistema binário, de algumas parcelas de memória RAM, de algumas batidas de teclado, de alguns olhos fixados no ecrã, de algumas ideias que se tornam convergentes, de alguns sorrisos que se abrem com o sentido que encontram no que não era seu e passa a ser. Tudo se passa. Tudo pode ser aqui, mas num outro local também.
Sinto que já nada é meu. E então?! Agrada-me que seja deste modo. Não porque, como refere Ricardo Reis, tudo se passará independentemente do que eu pense sobre o que se passa, mas porque me agrada pensar deste modo sobre o que se passa. Passa-se assim e eu gosto. Gosto, porque gosto. Porque me agrada gostar. Porque nada disto é só meu. E o desejo de boas vindas será sempre o acolhimento. Até porque está sol. E a chuva foi-se.
You are welcome!
(latim migro, -are, passar de um lugar para outro)
2. [
Num tempo em que todos se sentem, Este blog não se sente incomodado. Sente que lhe escapam temas, motivos, frases, músicas, imagens. Mas não faz caso. Vê-os a por aí. Migram para outras paragens. Circulam. Deixam de lhe pertencer, sendo já de outros, que os incorporam ou assumem como seus.
Não reclama. Observa, Pensa. Fica tranquilo. Parece-lhe bem que aquilo que já foi seu passe para outros. Que a partilha se alargue e o universo possa explodir - não numa gargalhada, como esperava Jeremias, o tal, o fora da lei - mas em limites mais vastos. Mesmo que seja apenas o universo reduzido de alguns bits, de alguns sectores do sistema binário, de algumas parcelas de memória RAM, de algumas batidas de teclado, de alguns olhos fixados no ecrã, de algumas ideias que se tornam convergentes, de alguns sorrisos que se abrem com o sentido que encontram no que não era seu e passa a ser. Tudo se passa. Tudo pode ser aqui, mas num outro local também.
Sinto que já nada é meu. E então?! Agrada-me que seja deste modo. Não porque, como refere Ricardo Reis, tudo se passará independentemente do que eu pense sobre o que se passa, mas porque me agrada pensar deste modo sobre o que se passa. Passa-se assim e eu gosto. Gosto, porque gosto. Porque me agrada gostar. Porque nada disto é só meu. E o desejo de boas vindas será sempre o acolhimento. Até porque está sol. E a chuva foi-se.
You are welcome!
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Porque gosto de publicidade
Viver como na publicidade. Mais do que na publicidade. Entre casas, paredes e ruas. Na cidade. Na vida. Porque a publicidade não é mais do que a própria vida. Com essência e clareza, é de vida que fala. É vida que emerge em cada imagem. Com liberdade.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
O mar é largo
"(...)
Mas na imensa extensão, onde se esconde
O Inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais..."
Antero de Quental, in Sonetos
Mas na imensa extensão, onde se esconde
O Inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais..."
Antero de Quental, in Sonetos
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Imagens que correm mundo
Baixar defesas - a cidade e a vida como cenário.
Foto de José Manuel Ribeiro - REUTERS; Lisboa, 15 de Setembro.
Foto de José Manuel Ribeiro - REUTERS; Lisboa, 15 de Setembro.
sábado, 22 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
E hoje o dia terminou com cores de irrealidade no horizonte...
...no mar, mais um pôr-do-sol de absoluto laranja e indizível beleza.
Projectos
http://www.facebook.com/?react=AQBXgiOj1btaQ1oy#!/photo.php?fbid=409900875731873&set=a.262588867129742.68686.147583101963653&type=1&theater
A Rua da Estrada
Na estrada tudo se vende, tudo se compra. Os significados acumulam-se no limite da faixa de rodagem, desde que a vida se mudou para a margem do asfalto. É uma visão caleidoscópica, um retrato de um país e das suas gentes, aquele que se capta, em movimento, ao volante. Não é rua nem estrada, será um transgénico, proscrito pelos defensores da rua da cidade tradicional e maldito pelos que vociferam contra a diminuição da velocidade de circulação - imposta pela vida que se acumula e movimenta ao longo dos quilómetros. Mas existe.
Depois do livro de Álvaro Domingues e do seu inteligente e poético olhar sobre o povoamento que se vai amarrando aos eixos de circulação, o filme.
Depois do livro de Álvaro Domingues e do seu inteligente e poético olhar sobre o povoamento que se vai amarrando aos eixos de circulação, o filme.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Self Portrait
Há muitas coisas que percebo que não sou, mas dizer exactamente o que sou não consigo. Tento, dia a dia, ganhar o título de ser uma pessoa. E já não é pouco.
José Luís Peixoto
José Luís Peixoto
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
...agora.
Há sempre um céu intenso, mesmo quando as estrelas se deslocam para Sul. Que a mais luminosa de todas, a Polar, lhes brilhe no caminho.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Vida urbana
São filhos da cidade. Herdeiros da rua. Miúdos das praças. Da beira-rio. Não no sentido de abandono, que não mostram sinais de vidas erráticas. A cidade, sim, é o o seu espaço de convívio e usam-na intensamente, com a alegria das amizades que se constróem nas cumplicidades mais intensas, nas aventuras mais ousadas.
Na rua se cruzam e ligam, se desafiam e aplaudem. Na rua se fazem homens, com a riqueza e a espessura que o quotidiano urbano oferece. Na rua escapam ao calor de tardes de sol. Na rua descobrem o prazer dos banhos no rio. Na ponte encontram o estímulo para quebrar medos, para se superar e mostrar a quem passa que a coragem está do lado deles. Fazem-no com mestria e uma dignidade que impressiona os estranhos, até porque alguns deles contrastam com a dimensão da enorme valentia com que exibem a audácia. Um pouco de vaidade, é verdade, que merecem na totalidade e lhes assenta com propriedade.
Alguns de nós desejariam estar na sua pele, mas recusam desafiar-se. Excepção a poucos turistas de pasagem pelo Porto, que, contudo, só acentuam a fidalguia desses miúdos que fazem os 14 metros que distanciam a ponte Luiz I do rio Douro parecer pequenos. De pouca importância.
Na rua se cruzam e ligam, se desafiam e aplaudem. Na rua se fazem homens, com a riqueza e a espessura que o quotidiano urbano oferece. Na rua escapam ao calor de tardes de sol. Na rua descobrem o prazer dos banhos no rio. Na ponte encontram o estímulo para quebrar medos, para se superar e mostrar a quem passa que a coragem está do lado deles. Fazem-no com mestria e uma dignidade que impressiona os estranhos, até porque alguns deles contrastam com a dimensão da enorme valentia com que exibem a audácia. Um pouco de vaidade, é verdade, que merecem na totalidade e lhes assenta com propriedade.
Alguns de nós desejariam estar na sua pele, mas recusam desafiar-se. Excepção a poucos turistas de pasagem pelo Porto, que, contudo, só acentuam a fidalguia desses miúdos que fazem os 14 metros que distanciam a ponte Luiz I do rio Douro parecer pequenos. De pouca importância.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Viajar
Deslocação. Percorrer distâncias e tempo. Deixar a origem em repouso.
O maior de todos os destinos será encontrado no interior do mais próximo de todos os lugares: tu mesmo.
sábado, 8 de setembro de 2012
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