quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sobre a areia da praia, demoradamente

Que pressa faz sentido ter, quando os pés sentem conforto e pedem para permanecer. Tudo em roda aparenta parecer-se com o que está em redor. A vida tem tempo. Não espera demasiado. A vida é. Acontece. E aqui também. Certamente por aí, o mesmo. Desse lado. Numa outra tela ou diafragma. Numa outra imagem. Permanecer. Vê-se. E azul é a cor. A do mar. Ali ao lado. Perto. Sente-se.

Momentos de evasão em ritmo de Bic


Is it?


Do you?


terça-feira, 16 de outubro de 2012

O estado de ser sob este céu pesado

A 6 de Outubro de 2009, escrevia, citando Henry Miller.
Sem teorizar, era o título do post:
 
 
Alguns pressentem a chuva; outros contentam-se em molhar-se.

...e eu queria simplesmente que este cinzento que abraça todos os tons, neutralizando-os, se abrisse em gargalhadas de cor e sol. Onde anda o estado solar do mundo? 

Aforismos roubados

Arquitetura é música congelada.

Arthur Schopenhauer

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

domingo, 14 de outubro de 2012

sábado, 13 de outubro de 2012

Rip Curl Pro

Um dia de sol em Peniche - a vida em pleno.












sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Migrações e boas vindas

migrar
(latim migro, -are, passar de um lugar para outro)
v. tr. e intr.
1. Deslocar-se para outro lugar, país ou região.
v. tr.
2. [Informática] [Informática] Fazer a transferência de (dados ou informação).


Num tempo em que todos se sentem, Este blog não se sente incomodado. Sente que lhe escapam temas, motivos, frases, músicas, imagens. Mas não faz caso. Vê-os a por aí. Migram para outras paragens. Circulam. Deixam de lhe pertencer, sendo já de outros, que os incorporam ou assumem como seus.
Não reclama. Observa, Pensa. Fica tranquilo. Parece-lhe bem que aquilo que já foi seu passe para outros. Que a partilha se alargue e o universo possa explodir - não numa gargalhada, como esperava Jeremias, o tal, o fora da lei - mas em limites mais vastos. Mesmo que seja apenas o universo reduzido de alguns bits, de alguns sectores do sistema binário, de algumas parcelas de memória RAM, de algumas batidas de teclado, de alguns olhos fixados no ecrã, de algumas ideias que se tornam convergentes, de alguns sorrisos que se abrem com o sentido que encontram no que não era seu e passa a ser. Tudo se passa. Tudo pode ser aqui, mas num outro local também.
Sinto que já nada é meu. E então?! Agrada-me que seja deste modo. Não porque, como refere Ricardo Reis, tudo se passará independentemente do que eu pense sobre o que se passa, mas porque me agrada pensar deste modo sobre o que se passa. Passa-se assim e eu gosto. Gosto, porque gosto. Porque me agrada gostar. Porque nada disto é só meu. E o desejo de boas vindas será sempre o acolhimento. Até porque está sol. E a chuva foi-se.

You are welcome!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Aforismos roubados

Noventa por cento do sucesso baseia-se simplesmente em insistir.

Woody Allen.

...simplesmente!


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Porque gosto de publicidade

Viver como na publicidade. Mais do que na publicidade. Entre casas, paredes e ruas. Na cidade. Na vida. Porque a publicidade não é mais do que a própria vida. Com essência e clareza, é de vida que fala. É vida que emerge em cada imagem. Com liberdade.


Cidades


Cidades


Cidades


Aforismos roubados

Não se esqueça que há mais vidas para além da sua.

Nuno Santos, in O Nosso Tempo

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Música do dia...

...em tons de sonoridade cool


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O céu e a cor da cidade

O mar é largo

"(...)
Mas na imensa extensão, onde se esconde
O Inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais..."

Antero de Quental, in Sonetos

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Figueira, hoje

Da improbabilidade da coloração em movimento: de tons que as palavras não captam, se molda o céu.

Cadernos de Viagem

terça-feira, 25 de setembro de 2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Imagens que correm mundo

Baixar defesas - a cidade e a vida como cenário.
Foto de José Manuel Ribeiro - REUTERS; Lisboa, 15 de Setembro.

Ainda há romance sobre areia da praia

Momentos Vespa

sábado, 22 de setembro de 2012

Outono

Outono é outra primavera, cada folha uma flor.

Albert Camus

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

E hoje o dia terminou com cores de irrealidade no horizonte...

...no mar, mais um pôr-do-sol de absoluto laranja e indizível beleza.

Projectos

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A reunião, espaço da memória

...ou do concreto

A Rua da Estrada

Na estrada tudo se vende, tudo se compra. Os significados acumulam-se no limite da faixa de rodagem, desde que a vida se mudou para a margem do asfalto. É uma visão caleidoscópica, um retrato de um país e das suas gentes, aquele que se capta, em movimento, ao volante. Não é rua nem estrada, será um transgénico, proscrito pelos defensores da rua da cidade tradicional e maldito pelos que vociferam contra a diminuição da velocidade de circulação - imposta pela vida que se acumula e movimenta ao longo dos quilómetros. Mas existe.
Depois do livro de Álvaro Domingues e do seu inteligente e poético olhar sobre o povoamento que se vai amarrando aos eixos de circulação, o filme.

Momentos Vespa



domingo, 16 de setembro de 2012

Self Portrait

Há muitas coisas que percebo que não sou, mas dizer exactamente o que sou não consigo. Tento, dia a dia, ganhar o título de ser uma pessoa. E já não é pouco.

José Luís Peixoto




Burlesco?... ou... o que se ouve por AÍ.

A cidade como espaço de cidadania.

Coimbra, hoje.



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

...agora.

Há sempre um céu intenso, mesmo quando as estrelas se deslocam para Sul. Que a mais luminosa de todas, a Polar, lhes brilhe no caminho.

Momentos Vespa

Work in progress

Faup, hoje.

...hoje...

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Vida urbana

São filhos da cidade. Herdeiros da rua. Miúdos das praças. Da beira-rio. Não no sentido de abandono, que não mostram sinais de vidas erráticas. A cidade, sim, é o o seu espaço de convívio e usam-na intensamente, com a alegria das amizades que se constróem nas cumplicidades mais intensas, nas aventuras mais ousadas.
Na rua se cruzam e ligam, se desafiam e aplaudem. Na rua se fazem homens, com a riqueza e a espessura  que o quotidiano urbano oferece. Na rua escapam ao calor de tardes de sol. Na rua descobrem o prazer dos banhos no rio. Na ponte encontram o estímulo para quebrar medos, para se superar e mostrar a quem passa que a coragem está do lado deles. Fazem-no com mestria e uma dignidade que impressiona os estranhos, até porque alguns deles contrastam com a dimensão da enorme valentia com que exibem a audácia. Um pouco de vaidade, é verdade, que merecem na totalidade e lhes assenta com propriedade.
Alguns de nós desejariam estar na sua pele, mas recusam desafiar-se. Excepção a poucos turistas de pasagem pelo Porto, que, contudo, só acentuam a fidalguia desses miúdos que fazem os 14 metros que distanciam a ponte Luiz I do rio Douro parecer pequenos. De pouca importância.






terça-feira, 11 de setembro de 2012