sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

12.12.12

Quando uma professora de História da Arquitectura, um professor de Desenho, um professor de Construção, uma funcionária dos Serviços de Comunicação e um funcionário dos Serviços Académicos tomam conta da flauta transversal, da guitarra, da bateria, do clarinete e do microfone, a música ocupa o espaço e o tempo. É assim o Natal na FAUP. São assim as festas na Escola.


domingo, 9 de dezembro de 2012

Esta noite no TAGV, Jorge Palma, ENORME


(...)
Se eu fosse compositor
Compunha em teu louvor
Um hino triunfal
Se eu fosse critico de arte
Havia de declarar-te
Obra prima á escala mundial
Mas não passo de um homem vulgar
Que tem a sorte de saborear
Esse teu passo inseguro e o paraíso no teu olhar.

Jorge Palma, Dá-me Lume



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Na arquitectura como na vida, um percurso com nome Beleza

“O importante pra nós em todos os sentidos é a liberdade. Tem que haver fantasia, tem que haver uma solução diferente. Isso é que é importante na arquitetura. O que vai ficar da arquitetura, o que ficou, não foram as pequenas casas, muito bem tratadas... Foram as catedrais, foram as "voutes", foram os grandes balanços, né?
Beleza é importante. Você vê as pirâmides... uma coisa sem menor sentido, mas são tão bonitas, são tão monumentais que a gente esquece
a razão das pirâmides e se admira, né? Se você ficar preocupado só com a função, fica uma merda.”

Oscar Niemeyer, A Vida é um Sopro





A sua voz cala-se, o seu piano, nunca

Dave Brubeck, 1920-2012

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

domingo, 2 de dezembro de 2012

Objectos de culto

Ao fim-de-semana, a cidade é o espaço de todos os reencontros.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Música do dia

Alva Noto, amanhã no Teatro Maria Matos.

O que se ouve por aí

Os sonhos são para viver de dia.

A vida é tudo o que nela acontece.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Porque gosto de publicidade


Um contributo de MCG.

My Work

Olhando em volta, vendo, prescrutando. Descobrindo o sentido em redor. A imobilização nos outros olhos, que, por detrás da lente, fixavam a irreverência atraída pelos detalhes - descobertos na espessura da vida.
Foto: FG+SG

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

sábado, 17 de novembro de 2012

O Princípio de Habitar

Corpo num horizonte de água,
corpo aberto
à lenta embriaguez dos dedos,
corpo defendido
pelo fulgor das maçãs,
rendido de colina em colina,
corpo amorosamente humedecido
pelo sol dócil da língua.

Corpo com gosto a erva rasa
de secreto jardim,
corpo onde entro em casa,
corpo onde me deito
para sugar o silêncio,
ouvir
o rumor das espigas,
respirar
a doçura escuríssima das silvas.

Corpo de mil bocas,
e todas fulvas de alegria,
todas para sorver,
todas para morder até que um grito
irrompa das entranhas,
e suba às torres,
e suplique um punhal.
Corpo para entregar às lágrimas.

Corpo para morrer.

Corpo para beber até ao fim -
meu oceano breve
e branco,
minha secreta embarcação,
meu vento favorável,
minha vária, sempre incerta
navegação.


Eugénio de Andrade, Corpo Habitado

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Uma eficaz gestão do espaço?

Para ver e reflectir: http://www.wimp.com/vegetablemarket/

Hardy como foto do dia


Música do dia

Scooter(ing)

A cidade, o scooter e a mulher. A sensualidade desta, intensificada pela segunda, nos espaços que a reforçam.

sábado, 10 de novembro de 2012

Música do dia - 50 anos!

Obrigado Tom, Obrigado Vinicius e, obviamente, Obrigado Heloísa.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

domingo, 4 de novembro de 2012

Escrito na pedra

Música do dia (em modo cinematográfico ou quase chuvoso)

...a melancolia dos sons espelha o cinzento que, lá fora, dá cor à cidade. A recompensa, em verbo improvável: "sofazar".

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Uma hora (e pouco) no Mercado

Mercado de Vila da Feira, Fernando Távora, 1953.


Távora, 18h00

Convento das Irmãs de Calais, ao cair do pano dos dias que vão sendo cada vez mais o espaço da noite.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A cidade num novo despertar

No dia em que a hora muda, o sol desperta (de novo) e parece querer desafiar o movimento dos dias que encolhem. E eis que, com a luz que preenche o espaço, renasce a alma do mundo. E das pessoas, que voltam a habitar no exterior.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

E assim vai o tempo presente

Façam macumba, realizem feitiço, lancem cartas, dediquem-se a bruxaria, invertam o curso da história, façam os computadores crashar, bloqueiem a internet e o tráfego aéreo, rebentem com os modelos matemáticos de previsão da meteorologia, mas parem com isto! Cancelem a chuva! É pedir muito?

...de qualquer modo, no meio de tudo, é uma grande música. Para ficar a ouvir. E desfrutar.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A realidade em cores de Wenders

Demasido complexo. Há mundo desse modo. Oculto, não revelado. Essa vida esconde-se? Disfarça-se? Não se mostra na totalidade, é certo! Nem se faz entender. Num jogo de palavras e imagens, desafia o tempo e o entendimento. E ela - a vida - move-se ao lado deste - do tempo -, acompanhada. Melhor seria que assomasse à janela e se mostrasse, completa, total. Como o sol que nasce todas as manhãs, só para fazer vibrar os dias. O que seria se também este se mantivesse atrás de imagens que o representassem ou de palavras que o codificassem? Poderia o dia nascer a partir de uma fotografia dos raios solares ou de uma frase que os descrevesse? Impossível!

Aforismos roubados

Penso que a arquitectura é uma questão de transformação. Transformação de todas as situações adversas em condições favoráveis.

Balkrishna Doshi (1927), arquitecto indiano

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Música do dia

Estradas percorridas?
O território, ilimitado, como cenário?
Tudo tragicamente desolador: as pessoas, as relações humanas, as vidas, a paisagem, os ambientes?
Sim, comprovadamente.
Mas a música é imensa. E, por entre as imagens, a poética sobrevive a tudo isso. Como a diferente realidade da vida. Pacificadora.




terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sempre presente, como companhia

Acordava a meio da noite com a certeza do mar a chamar-me através das persianas fechadas, voltava a cabeça na direcção da janela e sentia-o a olhar para mim conforme o som dos pinheiros a olhar para mim (...).

António Lobo Antunes, in Não é meia Noite Quem Quer

Continuamente, em movimento, sem paragem

O exercício deliberado da escolha - tomada de decisões - é a actividade central da existência. Quanto mais um organismo vê multiplicarem-se as ocasiões de exercer uma escolha, mais alto se coloca na hierarquia da vida (...). Estar vivo é tomar decisões.

Hassan Fathy (1900-1989), arquitecto egípcio


Da prateleira para casa, o último Ben Harper

...com o título homónimo.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Fantasias...

...ou o destino (do país).

Inspirações

A empatia com a cidade produz-se a partir do inesperado. Pequenas coisas, surpreendentes, chamam a atenção, numa qualquer encruzilhada urbana. A surpresa interpela, é desafiadora, convoca os sentidos e a imaginação. A imagética urbana é rica. Nunca é estéril. Pobre. A cidade é inspiradora. Inspira-te!

domingo, 21 de outubro de 2012

Música do dia... ou das Mil e Uma Noites...


Porque gosto de publicidade



É hoje, agora.

Na manhã de domingo que corre, já instalada há horas, há mundo para conquistar lá fora. Calmamente acordam-se os sentidos. A dolência inspiradora do ar cizento, que se fixa em cada fragmento do ar, convida para o matinal café deste dia em que parece que nada se move. O domigo é assim. Mas o café é bom.



sábado, 20 de outubro de 2012

Palavras do dia (de ontem)

Eu não procuro nada em ti,
nem a mim próprio, é algo em ti
que procura algo em ti
no labirinto dos meus pensamentos.

Eu estou entre ti e ti,
a minha vida, os meus sentidos
(principalmente os meus sentidos)
toldam de sombras o teu rosto.
 

O meu rosto não reflecte a tua imagem,
o meu silêncio não te deixa falar,
o meu corpo não deixa que se juntem
as partes dispersas de ti em mim.

Eu sou talvez
aquele que procuras,
e as minhas dúvidas a tua voz
chamando do fundo do meu coração.


Manuel António Pina

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Aforismos roubados

Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas. Os ladrões que mais merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais, pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam correndo risco, estes furtam sem temor nem perigo. Os outros, se furtam, são enforcados; mas estes furtam e enforcam.

  Padre António Vieira, in Sermão do Bom Ladrão

Lá fora, na cidade

É o tempo que arrefece. Lá fora, já o conforto da manhã se foi. Onde pára? Para onde se move? Onde encontrá-lo. São dúvidas que as mãos não temem. Continuam. Permanecem. E não por obrigação, que o trabalho não reclama para além do papel que lhe é deixado. A vida não vive no seu espaço e nos seus limites. Não se deixa aprisionar. Vive livre. E livres são as mãos, que se sabem confortáveis. Não pela temperatura, que essa parece querer baixar, mas pelo sol que ainda brilha. E esse sol à solta ainda ilumina a rua, a cidade, os sorrisos, a essência da vida. Ainda vive. Ainda acompanha os passos dos pés que se movem. Mesmo se o frio toca as mãos. Sobretudo, se o frio toca as mãos.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sobre a areia da praia, demoradamente

Que pressa faz sentido ter, quando os pés sentem conforto e pedem para permanecer. Tudo em roda aparenta parecer-se com o que está em redor. A vida tem tempo. Não espera demasiado. A vida é. Acontece. E aqui também. Certamente por aí, o mesmo. Desse lado. Numa outra tela ou diafragma. Numa outra imagem. Permanecer. Vê-se. E azul é a cor. A do mar. Ali ao lado. Perto. Sente-se.

Momentos de evasão em ritmo de Bic


Is it?


Do you?


terça-feira, 16 de outubro de 2012

O estado de ser sob este céu pesado

A 6 de Outubro de 2009, escrevia, citando Henry Miller.
Sem teorizar, era o título do post:
 
 
Alguns pressentem a chuva; outros contentam-se em molhar-se.

...e eu queria simplesmente que este cinzento que abraça todos os tons, neutralizando-os, se abrisse em gargalhadas de cor e sol. Onde anda o estado solar do mundo? 

Aforismos roubados

Arquitetura é música congelada.

Arthur Schopenhauer

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

domingo, 14 de outubro de 2012

sábado, 13 de outubro de 2012

Rip Curl Pro

Um dia de sol em Peniche - a vida em pleno.












sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Migrações e boas vindas

migrar
(latim migro, -are, passar de um lugar para outro)
v. tr. e intr.
1. Deslocar-se para outro lugar, país ou região.
v. tr.
2. [Informática] [Informática] Fazer a transferência de (dados ou informação).


Num tempo em que todos se sentem, Este blog não se sente incomodado. Sente que lhe escapam temas, motivos, frases, músicas, imagens. Mas não faz caso. Vê-os a por aí. Migram para outras paragens. Circulam. Deixam de lhe pertencer, sendo já de outros, que os incorporam ou assumem como seus.
Não reclama. Observa, Pensa. Fica tranquilo. Parece-lhe bem que aquilo que já foi seu passe para outros. Que a partilha se alargue e o universo possa explodir - não numa gargalhada, como esperava Jeremias, o tal, o fora da lei - mas em limites mais vastos. Mesmo que seja apenas o universo reduzido de alguns bits, de alguns sectores do sistema binário, de algumas parcelas de memória RAM, de algumas batidas de teclado, de alguns olhos fixados no ecrã, de algumas ideias que se tornam convergentes, de alguns sorrisos que se abrem com o sentido que encontram no que não era seu e passa a ser. Tudo se passa. Tudo pode ser aqui, mas num outro local também.
Sinto que já nada é meu. E então?! Agrada-me que seja deste modo. Não porque, como refere Ricardo Reis, tudo se passará independentemente do que eu pense sobre o que se passa, mas porque me agrada pensar deste modo sobre o que se passa. Passa-se assim e eu gosto. Gosto, porque gosto. Porque me agrada gostar. Porque nada disto é só meu. E o desejo de boas vindas será sempre o acolhimento. Até porque está sol. E a chuva foi-se.

You are welcome!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Aforismos roubados

Noventa por cento do sucesso baseia-se simplesmente em insistir.

Woody Allen.

...simplesmente!


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Porque gosto de publicidade

Viver como na publicidade. Mais do que na publicidade. Entre casas, paredes e ruas. Na cidade. Na vida. Porque a publicidade não é mais do que a própria vida. Com essência e clareza, é de vida que fala. É vida que emerge em cada imagem. Com liberdade.


Cidades


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