sábado, 12 de janeiro de 2013
My work
Campo de Santa Cruz, em Coimbra, no site de arquitectura archdaily.
http://www.archdaily.com/316728/santa-cruz-field-jose-cabral-dias-luis-miguel-correia/
http://www.archdaily.com/316728/santa-cruz-field-jose-cabral-dias-luis-miguel-correia/
Hitchcock de novo
Vertigo, de 1958, recentemente eleito o melhor filme de todos os tempos pela revista Sight and Sound - publicação do British Film Institute - regressou às salas em versão restaurada. IMPERDÍVEL
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade, Receita de Ano Novo
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Aforismos roubados
A liberdade é uma planta que cresce depressa, quando ganha raízes.
George Washington, in Discursos.
George Washington, in Discursos.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
domingo, 23 de dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Aforismos roubados
(...) Diante da vida, somos inocentes. Existe uma forma de inocência em cada um de nós na maneira como abordamos as nossas vidas.
Philip Roth
Philip Roth
domingo, 16 de dezembro de 2012
Porque gosto de publicidade
Uma mensagem simples, transmitida com a força do talento e da criatividade de que as imagens se moldam. Porque a publicidade é mágica. E fala do Natal com magia. Com simplicidade. A magia e a simplicidade que o Natal é em si mesmo.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
12.12.12
Quando uma professora de História da Arquitectura, um professor de Desenho, um professor de Construção, uma funcionária dos Serviços de Comunicação e um funcionário dos Serviços Académicos tomam conta da flauta transversal, da guitarra, da bateria, do clarinete e do microfone, a música ocupa o espaço e o tempo. É assim o Natal na FAUP. São assim as festas na Escola.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Esta noite no TAGV, Jorge Palma, ENORME
(...)
Se eu fosse compositor
Compunha em teu louvor
Um hino triunfal
Se eu fosse critico de arte
Havia de declarar-te
Obra prima á escala mundial
Mas não passo de um homem vulgar
Que tem a sorte de saborear
Esse teu passo inseguro e o paraíso no teu olhar.
Jorge Palma, Dá-me Lume
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Na arquitectura como na vida, um percurso com nome Beleza
“O importante pra nós em todos os sentidos é a liberdade. Tem que haver fantasia, tem que haver uma solução diferente. Isso é que é importante na arquitetura. O que vai ficar da arquitetura, o que ficou, não foram as pequenas casas, muito bem tratadas... Foram as catedrais, foram as "voutes", foram os grandes balanços, né?
Beleza é importante. Você vê as pirâmides... uma coisa sem menor sentido, mas são tão bonitas, são tão monumentais que a gente esquece a razão das pirâmides e se admira, né? Se você ficar preocupado só com a função, fica uma merda.”
Oscar Niemeyer, A Vida é um Sopro
Beleza é importante. Você vê as pirâmides... uma coisa sem menor sentido, mas são tão bonitas, são tão monumentais que a gente esquece a razão das pirâmides e se admira, né? Se você ficar preocupado só com a função, fica uma merda.”
Oscar Niemeyer, A Vida é um Sopro
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
domingo, 2 de dezembro de 2012
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
My Work
Olhando em volta, vendo, prescrutando. Descobrindo o sentido em redor. A imobilização nos outros olhos, que, por detrás da lente, fixavam a irreverência atraída pelos detalhes - descobertos na espessura da vida.
Foto: FG+SG
Foto: FG+SG
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
domingo, 18 de novembro de 2012
sábado, 17 de novembro de 2012
O Princípio de Habitar
Corpo num horizonte de água,
corpo aberto
à lenta embriaguez dos dedos,
corpo defendido
pelo fulgor das maçãs,
rendido de colina em colina,
corpo amorosamente humedecido
pelo sol dócil da língua.
Corpo com gosto a erva rasa
de secreto jardim,
corpo onde entro em casa,
corpo onde me deito
para sugar o silêncio,
ouvir
o rumor das espigas,
respirar
a doçura escuríssima das silvas.
Corpo de mil bocas,
e todas fulvas de alegria,
todas para sorver,
todas para morder até que um grito
irrompa das entranhas,
e suba às torres,
e suplique um punhal.
Corpo para entregar às lágrimas.
Corpo para morrer.
Corpo para beber até ao fim -
meu oceano breve
e branco,
minha secreta embarcação,
meu vento favorável,
minha vária, sempre incerta
navegação.
Eugénio de Andrade, Corpo Habitado
corpo aberto
à lenta embriaguez dos dedos,
corpo defendido
pelo fulgor das maçãs,
rendido de colina em colina,
corpo amorosamente humedecido
pelo sol dócil da língua.
Corpo com gosto a erva rasa
de secreto jardim,
corpo onde entro em casa,
corpo onde me deito
para sugar o silêncio,
ouvir
o rumor das espigas,
respirar
a doçura escuríssima das silvas.
Corpo de mil bocas,
e todas fulvas de alegria,
todas para sorver,
todas para morder até que um grito
irrompa das entranhas,
e suba às torres,
e suplique um punhal.
Corpo para entregar às lágrimas.
Corpo para morrer.
Corpo para beber até ao fim -
meu oceano breve
e branco,
minha secreta embarcação,
meu vento favorável,
minha vária, sempre incerta
navegação.
Eugénio de Andrade, Corpo Habitado
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Scooter(ing)
A cidade, o scooter e a mulher. A sensualidade desta, intensificada pela segunda, nos espaços que a reforçam.
sábado, 10 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
Música do dia (em modo cinematográfico ou quase chuvoso)
...a melancolia dos sons espelha o cinzento que, lá fora, dá cor à cidade. A recompensa, em verbo improvável: "sofazar".
sábado, 3 de novembro de 2012
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Távora, 18h00
Convento das Irmãs de Calais, ao cair do pano dos dias que vão sendo cada vez mais o espaço da noite.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
A cidade num novo despertar
No dia em que a hora muda, o sol desperta (de novo) e parece querer desafiar o movimento dos dias que encolhem. E eis que, com a luz que preenche o espaço, renasce a alma do mundo. E das pessoas, que voltam a habitar no exterior.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
E assim vai o tempo presente
Façam macumba, realizem feitiço, lancem cartas, dediquem-se a bruxaria, invertam o curso da história, façam os computadores crashar, bloqueiem a internet e o tráfego aéreo, rebentem com os modelos matemáticos de previsão da meteorologia, mas parem com isto! Cancelem a chuva! É pedir muito?
...de qualquer modo, no meio de tudo, é uma grande música. Para ficar a ouvir. E desfrutar.
...de qualquer modo, no meio de tudo, é uma grande música. Para ficar a ouvir. E desfrutar.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
A realidade em cores de Wenders
Demasido complexo. Há mundo desse modo. Oculto, não revelado. Essa vida esconde-se? Disfarça-se? Não se mostra na totalidade, é certo! Nem se faz entender. Num jogo de palavras e imagens, desafia o tempo e o entendimento. E ela - a vida - move-se ao lado deste - do tempo -, acompanhada. Melhor seria que assomasse à janela e se mostrasse, completa, total. Como o sol que nasce todas as manhãs, só para fazer vibrar os dias. O que seria se também este se mantivesse atrás de imagens que o representassem ou de palavras que o codificassem? Poderia o dia nascer a partir de uma fotografia dos raios solares ou de uma frase que os descrevesse? Impossível!
Aforismos roubados
Penso que a arquitectura é uma questão de transformação. Transformação de todas as situações adversas em condições favoráveis.
Balkrishna Doshi (1927), arquitecto indiano
Balkrishna Doshi (1927), arquitecto indiano
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Música do dia
Estradas percorridas?
O território, ilimitado, como cenário?
Tudo tragicamente desolador: as pessoas, as relações humanas, as vidas, a paisagem, os ambientes?
Sim, comprovadamente.
Mas a música é imensa. E, por entre as imagens, a poética sobrevive a tudo isso. Como a diferente realidade da vida. Pacificadora.
O território, ilimitado, como cenário?
Tudo tragicamente desolador: as pessoas, as relações humanas, as vidas, a paisagem, os ambientes?
Sim, comprovadamente.
Mas a música é imensa. E, por entre as imagens, a poética sobrevive a tudo isso. Como a diferente realidade da vida. Pacificadora.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Sempre presente, como companhia
Acordava a meio da noite com a certeza do mar a chamar-me através das persianas fechadas, voltava a cabeça na direcção da janela e sentia-o a olhar para mim conforme o som dos pinheiros a olhar para mim (...).
António Lobo Antunes, in Não é meia Noite Quem Quer
António Lobo Antunes, in Não é meia Noite Quem Quer
Continuamente, em movimento, sem paragem
O exercício deliberado da escolha - tomada de decisões - é a actividade central da existência. Quanto mais um organismo vê multiplicarem-se as ocasiões de exercer uma escolha, mais alto se coloca na hierarquia da vida (...). Estar vivo é tomar decisões.
Hassan Fathy (1900-1989), arquitecto egípcio
Hassan Fathy (1900-1989), arquitecto egípcio
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Inspirações
A empatia com a cidade produz-se a partir do inesperado.
Pequenas coisas, surpreendentes, chamam a atenção, numa qualquer encruzilhada urbana. A surpresa interpela, é desafiadora, convoca os sentidos e a imaginação. A imagética urbana é rica. Nunca é estéril. Pobre. A cidade é inspiradora. Inspira-te!
domingo, 21 de outubro de 2012
É hoje, agora.
Na manhã de domingo que corre, já instalada há horas, há mundo para conquistar lá fora. Calmamente acordam-se os sentidos. A dolência inspiradora do ar cizento, que se fixa em cada fragmento do ar, convida para o matinal café deste dia em que parece que nada se move. O domigo é assim. Mas o café é bom.
sábado, 20 de outubro de 2012
Palavras do dia (de ontem)
Eu não procuro nada em ti,
nem a mim próprio, é algo em ti
que procura algo em ti
no labirinto dos meus pensamentos.
Eu estou entre ti e ti,
a minha vida, os meus sentidos
(principalmente os meus sentidos)
toldam de sombras o teu rosto.
nem a mim próprio, é algo em ti
que procura algo em ti
no labirinto dos meus pensamentos.
Eu estou entre ti e ti,
a minha vida, os meus sentidos
(principalmente os meus sentidos)
toldam de sombras o teu rosto.
O meu rosto não reflecte a tua imagem,
o meu silêncio não te deixa falar,
o meu corpo não deixa que se juntem
as partes dispersas de ti em mim.
Eu sou talvez
aquele que procuras,
e as minhas dúvidas a tua voz
chamando do fundo do meu coração.
Manuel António Pina
o meu silêncio não te deixa falar,
o meu corpo não deixa que se juntem
as partes dispersas de ti em mim.
Eu sou talvez
aquele que procuras,
e as minhas dúvidas a tua voz
chamando do fundo do meu coração.
Manuel António Pina
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Aforismos roubados
Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas. Os ladrões que mais merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais, pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos.
Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam correndo risco, estes furtam sem temor nem perigo.
Os outros, se furtam, são enforcados; mas estes furtam e enforcam.
Padre António Vieira, in Sermão do Bom Ladrão
Padre António Vieira, in Sermão do Bom Ladrão
Lá fora, na cidade
É o tempo que arrefece. Lá fora, já o conforto da manhã se foi. Onde pára? Para onde se move? Onde encontrá-lo. São dúvidas que as mãos não temem. Continuam. Permanecem. E não por obrigação, que o trabalho não reclama para além do papel que lhe é deixado. A vida não vive no seu espaço e nos seus limites. Não se deixa aprisionar. Vive livre. E livres são as mãos, que se sabem confortáveis. Não pela temperatura, que essa parece querer baixar, mas pelo sol que ainda brilha. E esse sol à solta ainda ilumina a rua, a cidade, os sorrisos, a essência da vida. Ainda vive. Ainda acompanha os passos dos pés que se movem. Mesmo se o frio toca as mãos. Sobretudo, se o frio toca as mãos.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
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