quinta-feira, 6 de junho de 2013

Aforismos roubados

"A vida pode mudar a arquitectura... No dia em que o mundo for mais justo, ela será mais simples."

Oscar Niemeyer

quarta-feira, 5 de junho de 2013

terça-feira, 4 de junho de 2013

A cidade acontece

Em noites de (quase) Verão,
com o rio ali ao lado,
com as luzes vertidas na água,
com as encostas e as arquitecturas vendo-se ao espelho como quem procura refrescar-se,
com o ar que toca a pele confortavelmente, na varanda, com ritmo de jantar,
mas, sobretudo, com as mãos de Sokolov evocadas pela memória, ainda vibrante, de como a Casa foi brilhante e belissimamente da Música.

Quem sabe...


O dia a deixar de ser


quinta-feira, 30 de maio de 2013

terça-feira, 28 de maio de 2013

As rodas em que a cidade roda


Copenhaga, 05.2013




Hoje está de poesia


O amor nos condena:
demoras
mesmo quando chegas antes.
Porque não é no tempo que eu te espero.

Espero-te antes de haver vida
e és tu quem faz nascer os dias.

Quando chegas
já não sou senão saudade
e as flores
tombam-me dos braços
para dar cor ao chão em que te ergues.

Perdido o lugar
em que te aguardo,
só me resta água no lábio
para aplacar a tua sede.

Envelhecida a palavra,
tomo a lua por minha boca
e a noite, já sem voz
se vai despindo em ti.

O teu vestido tomba
e é uma nuvem.
O teu corpo se deita no meu,
um rio se vai aguando até ser mar.

Mia Couto, Demora in idades cidades divindades

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Voar

(latim volo, -are)
v. intr.
1. Mover-se e manter-se no ar por meio de asas.
2. Mover-se e manter-se no ar por meios mecânicos.
v. tr. e intr.
3. Deslocar-se em meio de transporte aéreo.
v. intr.
4. Flutuar, pairar.

...ou simplesmente subir na latitude, viver e descobrir. Há sempre qualquer coisa que fica para trás em cada regresso. Porque uma parte da alma ficará sempre nos locais que seduzem e prendem. Deve ser isso que alimenta a vontade de voltar. De voltar sempre.

Cidades

A Norte, a luz macia que enche o espaço e revela a vida em cada rosto. O conforto tem nome de beleza: Copenhaga.

Hoje está de poesia

Vi as mulheres
azuis do equinócio
voarem como pássaros cegos; e os seus corpos
sem asas afogarem-se, devagar, nos lagos
vulcânicos. Os seus lábios vomitavam o fogo
que traziam de uma infância de magma
calcinado. A água ficava negra, à sua volta;
e os ramos das plantas submersas pelas chuvas
primaveris abraçavam-nas, puxando-as num
estertor de imagens. Tapei-as com o cobertor
do verso; estendi-as na areia grossa
da margem, vendo as cobras de água fugirem
por entre os canaviais. Espreitei-lhes
o sexo por onde escorria o líquido branco
de um início. Pude dizer-lhes que as amava,
abraçando-as, como se estivessem vivas; e
ouvi um restolhar de crianças por entre
os arbustos, repetindo-me as frases com uma
entoação de riso. Onde estão essas mulheres?
Em que leito de rio dormem os seus corpos,
que os meus dedos procuram num gesto
vago de inquietação? Navego contra a corrente;
procuro a fonte, o silêncio frio de uma génese.



Nuno Júdice, Encantamento

quinta-feira, 2 de maio de 2013

quarta-feira, 1 de maio de 2013

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A comprovar, com urgência...

Dizem que começou a época balnear.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013