quarta-feira, 26 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
As cidades têm olhos de janelas...
...e passos que giram como rodas.
Com elas ou atrás delas move-se a liberdade, a descoberta, o inesperado e os mistérios da vida que se oferecem a cada vida.
Com elas ou atrás delas move-se a liberdade, a descoberta, o inesperado e os mistérios da vida que se oferecem a cada vida.
terça-feira, 18 de junho de 2013
Perante o horizonte
A janela dilata a vontade de ver, como uma expansão que quer conquistar a dimensão longínqua. Todo o horizonte, por estar longe, parece caber no interior da mão. Esta ilusão faz parte do sonho e, ao alimentá-lo, alimento também o desejo de partir. De não parar.
E o Báltico ali fora. Tão longe à partida, mas dando certeza à certeza de que os mares são só sete. Como as partidas do mundo - que só são grandes, se olhadas com olhos pequenos.
E aqui, no Museu Louisiana, as pálpebras abrem, enormes, ao pedaço de mundo roubado ao espaço do mundo.
E o Báltico ali fora. Tão longe à partida, mas dando certeza à certeza de que os mares são só sete. Como as partidas do mundo - que só são grandes, se olhadas com olhos pequenos.
E aqui, no Museu Louisiana, as pálpebras abrem, enormes, ao pedaço de mundo roubado ao espaço do mundo.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Hoje está de sonho
Uma imagem para o dia.
No tempo e no espaço, todas as horas, todos os momentos, todos os horizontes, todas as possibilidades,, todas os mundos, todas as vidas. Todos os sonhos.
No tempo e no espaço, todas as horas, todos os momentos, todos os horizontes, todas as possibilidades,, todas os mundos, todas as vidas. Todos os sonhos.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Hoje está de poesia (os múltiplos sentidos musicais)
Sobre mim cavalgas
cingindo-me os flancos
Colhes à passagem
a luz do instante
De dentes cerrados
ondulas, avanças,
retesas os braços,
comprimes as ancas.
Depois para a
frente
inclinas-te olhando
o que entre dois ventres
ocorre entretanto,
e o próprio galope
em que vais lançada
Que lua te empolga
Que sol te embriaga
Lua e sol tu és
enquanto cavalgas
amazona e égua
de espora cravada
no centro do corpo
Centauresa alada
com os seios soltos
como feitos de água.
Queria bebê-los
quando mais te dobras
Os cabelos esses
sorvê-los agora
Mas de cada vez
que o rosto aproximas
já é outra a sede
que me queima a língua:
A de nos teus olhos
tão perto dos meus
descobrir o modo
de beber o céu.
David-Mourão Ferreira , in Música de Cama
Os limites são um equívoco
Poucas coisas me fazem ficar acordado até depois das 2h00, na véspera de um normal dia de trabalho, em frente à televisão. Mas esta noite foi diferente. Estabeleço uma relação diferente com o sofá, quando as ondas percorrem o ecrã com a cadência das manobras que o ocupam. As imagens retêm-me quando a mestria faz parecer fácil o que nunca farei na vida, mesmo que tenha 7 como os gatos e receba outra de bónus numa qualquer promoção que me brinde generosamente ao abastecer num qualquer posto aderente. E foi assim. E Kelly recompensou-me. Tem sempre essa atenção para com os que o esperam. É gentil e cortês, quando se trata de assunto de ondas. Contraria todos os burocratas. Todas as manifestações rotineiras, quotidianas e do porque-sim.
Porque quem faz por fazer, faz mal. Porque se tem de começar, não é motivo! Será um começo para nada fazer ou para fazer mal. A excelência é atingida quando o prazer é lido nos membros da equação.
Slater, ontem à noite, nas ilhas Fiji, foi assim apanhado quando, com 41 anos, disputava mais uma prova que acabou por ganhar, contra o seu adversário de 32.
Com um misto de admiração e entusiasmo, a imagem ficou-me como símbolo ou metáfora. Sobretudo, como uma lição.
Limites?
Alguém falou de limites?
Diverte-te e ultrapassa-te. Reproduz a imagem da felicidade.
Porque quem faz por fazer, faz mal. Porque se tem de começar, não é motivo! Será um começo para nada fazer ou para fazer mal. A excelência é atingida quando o prazer é lido nos membros da equação.
Slater, ontem à noite, nas ilhas Fiji, foi assim apanhado quando, com 41 anos, disputava mais uma prova que acabou por ganhar, contra o seu adversário de 32.
Com um misto de admiração e entusiasmo, a imagem ficou-me como símbolo ou metáfora. Sobretudo, como uma lição.
Limites?
Alguém falou de limites?
Diverte-te e ultrapassa-te. Reproduz a imagem da felicidade.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Aforismos roubados
"A vida pode mudar a arquitectura... No dia em que o mundo for mais justo, ela será mais simples."
Oscar Niemeyer
Oscar Niemeyer
quarta-feira, 5 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
A cidade acontece
Em noites de (quase) Verão,
com o rio ali ao lado,
com as luzes vertidas na água,
com as encostas e as arquitecturas vendo-se ao espelho como quem procura refrescar-se,
com o ar que toca a pele confortavelmente, na varanda, com ritmo de jantar,
mas, sobretudo, com as mãos de Sokolov evocadas pela memória, ainda vibrante, de como a Casa foi brilhante e belissimamente da Música.
com o rio ali ao lado,
com as luzes vertidas na água,
com as encostas e as arquitecturas vendo-se ao espelho como quem procura refrescar-se,
com o ar que toca a pele confortavelmente, na varanda, com ritmo de jantar,
mas, sobretudo, com as mãos de Sokolov evocadas pela memória, ainda vibrante, de como a Casa foi brilhante e belissimamente da Música.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
Hoje está de poesia
O amor nos condena:
demoras
mesmo quando chegas antes.
Porque não é no tempo que eu te espero.
Espero-te antes de haver vida
e és tu quem faz nascer os dias.
Quando chegas
já não sou senão saudade
e as flores
tombam-me dos braços
para dar cor ao chão em que te ergues.
Perdido o lugar
em que te aguardo,
só me resta água no lábio
para aplacar a tua sede.
Envelhecida a palavra,
tomo a lua por minha boca
e a noite, já sem voz
se vai despindo em ti.
O teu vestido tomba
e é uma nuvem.
O teu corpo se deita no meu,
um rio se vai aguando até ser mar.
Mia Couto, Demora in idades cidades divindades
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Voar
(latim volo, -are)
v. intr.
1. Mover-se e manter-se no ar por meio de asas.
2. Mover-se e manter-se no ar por meios mecânicos.
v. tr. e intr.
3. Deslocar-se em meio de transporte aéreo.
v. intr.
4. Flutuar, pairar.
...ou simplesmente subir na latitude, viver e descobrir. Há sempre qualquer coisa que fica para trás em cada regresso. Porque uma parte da alma ficará sempre nos locais que seduzem e prendem. Deve ser isso que alimenta a vontade de voltar. De voltar sempre.
v. intr.
1. Mover-se e manter-se no ar por meio de asas.
2. Mover-se e manter-se no ar por meios mecânicos.
v. tr. e intr.
3. Deslocar-se em meio de transporte aéreo.
v. intr.
4. Flutuar, pairar.
...ou simplesmente subir na latitude, viver e descobrir. Há sempre qualquer coisa que fica para trás em cada regresso. Porque uma parte da alma ficará sempre nos locais que seduzem e prendem. Deve ser isso que alimenta a vontade de voltar. De voltar sempre.
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