Há noites inesperadas. Tinha-me sido dito que a sessão estava esgotada. Mil e duzentos lugares. Ocupados. Mas um bilhete de última hora levou-me até à Casa da Música, que, hoje, foi do Encontro com Escritores. Valter Hugo Mãe ocupou o palco. Na verdade, ocupou todo o espaço. Inteiro. Mais do que o escritor, revelou-se a pessoa. Um homem inteligente e com vivo sentido de humor, que fez viajar pela sua mais recente obra. Sempre bem disposto. Sempre incisivo e com sentido pleno. A Desumanização foi, esta noite, profundamente humana. Se elevássemos o padrão do que oferecemos aos outros éramos melhores - foi um dos últimos pensamentos que o autor ofereceu à plateia. Pois, esta noite,fomos todos um pouco melhores. A dádiva foi de Valter Hugo Mãe.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
terça-feira, 8 de outubro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Música do dia
Um contributo matinal de Miguel Esteves Cardoso - em antena, no começo do dia e da actividade mental.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Relax (no feminino)
A cidade é tudo o que nela acontece. Sobre a relva, em duas rodas, num qualquer parque, debaixo do sol, com o dia a ser. A tarde é. É fantástica por entre a riqueza da vida, sempre inesperada e não programa. Por entre as diversas camadas e dobras do espaço que se organiza e cruza por entre as pessoas.
Com as pessoas. Nas pessoas.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
No tempo que deixo para trás
Noutras paragens, noutras ruas de cidade, noutras latitudes. A Norte. Sem o perder. Mas a perder o sol. Nem sempre o tempo está de feição, a favor ou amigável. Amável. O mar fica para trás e os ventos são menos auspiciosos. Mas a vida também acontece fora das rotas habituais. E a arquitectura também. Por vezes de modo irónico, quando os elementos se zangam. Assim é com o Serpentine Pavillion 2013. A verdade é que em Londres chove no Verão. A verdade é que por ali o céu se abre, sobretudo em Outubro, quando a festa acabar e tudo se desmontar. Chove em Outubro e chove em Setembro. Sem atrasos, como cá pelo Sul. Onde tudo se comporta de um outro modo, agora que a nortada se foi. E a chuva ainda vai parando. E o mar está sempre ao virar da esquina. Disponível. Também na cidade. Nem todos os nortes são iguais. Gosto que seja assim. E de contrastes. E de Hyde Park, mesmo com a relva molhada e o verde mais intenso. Até com chuva. Até quando as gotas rompem as boas maneiras e vêm parar perto do meu café, na mesa para onde nào foram convidadas. Ainda que as deixe para trás. Intrusas. A verdade é que há tanta beleza no pavilhão como na chuva que rompe a desmaterialização da estrutura e do volume de cor branca.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
In between
Entre a paixão de duas portuguesas, revelada sob a forma A Portuguese Love Affair para ser descoberto por londrinos em pedaços de Portugal e dos seus maravilhosos produtos e sabores; e uns habitantes indecisos quanto à natureza dos números inteiros. Tudo é possível nas feiras de domingo, numa manhã pela cidade. Até falar português - Demoradamente. Boa sorte para essa aventura e que o português se conserve vivo em Columbia Road.
Entre o Candelabro e a Taxca
Roteiros nocturnos. Entre o dia que deixa de ser e a noite que se assume, quer ser e permanece. Ali para os lados da cidade que não pára de mexer, renovando-se e abrindo-se a descobertas. Descobrindo novas gentes e espaços. Deixando permanecer com a calma de um final de dia, experimentado devagar por entre a rotina que se vai desvanecendo e um banco de rua que se instala em mim. Para que o copo de vinho branco respire e viva, anunciando a descida para a larga montra que anuncia ou deixa adivinhar, pelos presuntos suspensos do tecto, que os sabores são tradicionais e recomendam um regresso.
Pelo meio, a rapariga da loja e o blogger fotógrafo estabelecem contactos de ocasião, em palavras breves, mas sorridentes, e disparos dirigidos, à procura das imagens pretendidas.
É assim, a cidade. O inesperado cruza-se num aparente sentido, cujo sentido não parece existir. Porque nunca é programado. Simplesmente acontece. A cidade acontece. Nos seus espaços e com as suas gentes. Com calor, porque não.
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